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novembro de 2008

A sen­si­bi­li­dade ISO como pará­bola para a sen­si­bi­li­dade das pessoas

Publicado em 16 de novembro de 2008 por Olegario Schmitt

Auto­re­trato Lendo o Manual — ISO Baixo / ISO Alto

Fil­mes foto­grá­fi­cos pos­suem essa pro­pri­e­dade cha­mada ISO que é fator deter­mi­nante do nível de sen­si­bi­li­dade das pelí­cu­las à luz: quanto maior o ISO, menor a quan­ti­dade de luz neces­sá­ria para impressioná-las e vice-versa. Em situ­a­ções ilu­mi­na­ção idên­tica, quanto maior o ISO, menor o tempo de cap­tura neces­sá­rio para regis­trar a cena (ou “sen­si­bi­li­zar o filme”, no jargão).

Dessa forma, situ­a­ções com grande inten­si­dade de luz (praia em dia de sol, por exem­plo) exi­gem ISO baixo — se você já fez fotos na praia uti­li­zando um filme de ISO 400 é pro­vá­vel que suas fotos tenham ficado esbran­qui­ça­das (ou supe­rex­pos­tas, no jar­gão), pois o mais ade­quado para essa situ­a­ção seria um filme de ISO 100. Se você já ten­tou regis­trar fotos notur­nas com sua câmera sem flash cer­ta­mente a mai­o­ria delas fica­ram ou escu­ras (subex­pos­tas) ou então bor­ra­das. Isso se dá por­que em ambi­en­tes de baixa lumi­no­si­dade ou você aumenta o tempo de expo­si­ção da foto (“deixa a foto batendo por mais tempo”, em expres­são leiga), “algu­mas tec­ni­ci­da­des“ou uti­liza filme de sen­si­bi­li­dade mais alta (maior ISO).

Isso acon­tece por­que nos fil­mes de ISO baixo, o tama­nho dos grãos de sal de prata é bem pequeno, exi­gindo maior número de raios lumi­no­sos até que sejam sen­si­bi­li­za­dos. Já nos fil­mes de ISO alto, esses grãos são bem mai­o­res — mui­tas vezes ficam visí­veis na pró­pria ima­gem, daí o aspecto gra­nu­lado de algu­mas fotos —, per­mi­tindo com que cada mísero raio de luz o acerte com extrema facilidade.

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Antro­po­mor­fi­za­ção dos ani­mais de estimação

Publicado em 03 de novembro de 2008 por Olegario Schmitt

Primo Lucas

Por acaso existe acaso? Após ter escrito o artigo ante­rior (Ani­mais de Esti­ma­ção), eis que este livro vem parar em minhas mãos: Sobre o Olhar, de John Ber­ger, com tra­du­ção de Lya Luft.

Segue um tre­cho do pri­meiro artigo, cha­mado “Por que olhar os animais?”:

No pas­sado, famí­lias de todas as clas­ses man­ti­nham ani­mais domés­ti­cos por­que eles ser­viam a um obje­tivo útil — cães de guarda, cães de caça, gatos para matar ratos, e assim por diante. A prá­tica de man­ter ani­mais inde­pen­dente de sua uti­li­dade, man­ter exa­ta­mente os ani­mais de esti­ma­ção (no século XVI, a pala­vra habi­tu­al­mente se refe­ria a um cor­deiro cri­ado na mama­deira) é uma ino­va­ção moderna e, na escada social em que atu­al­mente existe, é única. É parte daquele afas­ta­mento uni­ver­sal porém pes­soal para den­tro da pequena uni­dade pri­vada da famí­lia, deco­rada ou mobi­li­ada com obje­tos do mundo exte­rior, que é um traço tão dis­tin­tivo das soci­e­da­des de consumo.

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