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janeiro de 2007

Entenda o plano de minu­tos da ANATEL

Publicado em 31 de janeiro de 2007 por Olegario Schmitt

Caça-Níqueis

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u114101.shtml

Tro­cando em miú­dos, pelo que entendi da repor­ta­gem aí de cima, em vez de pagar R$ 0,14672 a cada qua­tro minu­tos (sis­tema de pul­sos atual), se pagará por minuto R$ 0,09557 (plano básico) ou R$ 0,03667 (plano alternativo)¹.

Dessa forma, qua­tro minu­tos cus­ta­rão R$ 0,38228 (aumento de 161%) e R$ 0,14668 (pas­mem, sem aumento), res­pec­ti­va­mente em cada plano.

Como os pri­mei­ros 3 segun­dos de sua liga­ção não serão cobra­dos, em qua­tro liga­ções fur­ti­vas, porém apai­xo­na­das, você até con­se­guirá dizer “alô/eu/te/amo”. Não pre­cisa mais do que isso mesmo pra quem quer fazer economia.

Mas, se você pas­sar des­ses três segun­dos de liga­ção, então é melhor apro­vei­tar e capri­char no seu alô: “aaa­a­a­a­a­a­a­a­allllôôôôôôôôu­u­uuu, meu amo­o­o­ou­u­u­u­ur­rrr...”, por­que serão cobra­dos por 30 segun­dos de liga­ção, mesmo que só leve 10.

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Vou man­dando um bei­ji­nho pra filhi­nha e pra vovó”

Publicado em 05 de janeiro de 2007 por Olegario Schmitt

Que só se vê até a altura daquilo que se é, isso é sabido.

Dessa forma, quanto menor se for, mais fácil será ter a exis­tên­cia per­ce­bida por todos indis­tin­ta­mente, uma vez que até o mais nobre dos homens pos­sui em si, mesmo que em forma latente, alguma por­ção de baixeza.

Sendo, porém, pouco reco­men­dá­vel ser reco­nhe­cido pelas pes­soas de baixo cará­ter, é melhor que cada um, à sua maneira, se esforce para ser grande, bas­tando para isso que se exer­cite a arte do silên­cio vocal, men­tal e espiritual.

Tam­bém será neces­sá­ria boa dose de amor pró­prio, para que o estar con­sigo mesmo se cons­ti­tua em ati­vi­dade pro­fun­da­mente agra­dá­vel, ou ao menos supor­tá­vel, pois aquele que decide con­vi­ver ape­nas com homens de bom cará­ter e espí­rito lou­vá­vel estará fadado a pas­sar boa parte de sua vida sozinho.

atra­vés do abuso exas­pe­rante do mais barato meio de agi­ta­ção, a afe­ta­ção moral, bus­cam inci­tar o gado de chi­fres que há no povo” — Nietzs­che In: Gene­a­lo­gia da Moral

Publicado em 05 de janeiro de 2007 por Olegario Schmitt

O Povo Segundo Nietzsche

Havendo no mundo basi­ca­mente dois tipos de pes­soas, a saber, aque­las que têm as idéias e aque­las que as exe­cu­tam, assim se esta­be­lece o mundo, man­dando quem pode, obe­de­cendo quem tem juízo.

Aos pri­mei­ros é neces­sá­ria a pre­sença de algum mérito intelecto-cultural, por menor que seja, enquanto que aos segun­dos basta ape­nas que pos­suam força física. Nes­tes últi­mos, a bur­rice e a igno­rân­cia são até mesmo reco­men­dá­veis, de forma que quais­quer inte­lec­tu­a­li­dade ou cul­tura por sorte pre­sen­tes neste tra­ba­lha­dor bra­çal de exis­tên­cia tosca e rude serão menos­pre­za­das, ver­da­dei­ros moti­vos de desa­bono pessoal.

No con­ví­vio social rural, por exem­plo, será tida como a mais lou­vá­vel a per­so­na­li­dade tra­ba­lha­dora, capaz de enfren­tar “muito bom sujeito, tra­ba­lha­dor“de maneira incan­sá­vel lon­gas jor­na­das de tra­ba­lho sob sol e chuva. Freqüen­te­mente se ouve, entre con­ver­sas, expres­sões como “muito bom sujeito, tra­ba­lha­dor”, “uma grande pes­soa, tra­ba­lhava de sol a sol”. Tam­bém se per­cebe que, a este tipo de pes­soas, se faz vis­tas gros­sas para toda e qual­quer falha de cará­ter que por ven­tura possa exis­tir, desde que tra­ba­lhe como um boi de carga.

Ora, como os bois tam­bém pos­suem grande capa­ci­dade de tra­ba­lho, se pode­ria até con­cluir que os tra­ba­lha­do­res bra­çais são tão valo­rá­veis quanto um bovino, não fosse a dife­rença essen­cial de que não se tolera um boi sem cará­ter: ao menor sinal de imper­ti­nên­cia ou geni­o­si­dade, este será sub­me­tido ao açoite e, caso insis­tir com birra em tal com­por­ta­mento, lhe será reser­vado uni­ca­mente o direito de virar churrasco.

Dessa forma, me per­mito con­cluir que a única dife­rença entre um ser humano de manei­ras rudes e per­so­na­li­dade pouco lou­vá­vel, porém tra­ba­lha­dor, e um boi é que, no pri­meiro, as falhas de cará­ter são facil­mente perdoadas.

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