Arquivo - julho

Arquivos para o mês de julho

julho de 2006

Todos estes que aí estão atra­van­cando meu caminho...

Publicado em 31 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Leia isto e queira-me bem”

Publicado em 31 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Série Tem­pus fugit: carpe diem!

Adeus, meu caro senhor, leia isto e queira-me bem; perdoe-me o que lhe pare­cer mau, e não mal­trate muito a arruda, se lhe não cheira a rosas. Pediu-me um docu­mento humano, ei-lo aqui. Não me peça tam­bém o impé­rio do Grão-Mogol, nem a foto­gra­fia dos Maca­beus; peça, porém, os meus sapa­tos de defunto e não os dou a nin­guém mais.

Machado de Assis

Excerto de O Enfer­meiro
In: Con­tos Con­sa­gra­dos de Machado de Assis — Ediouro

A Nova Repú­blica platô­nica é ilu­mi­nada... com as bra­sas das fogueiras

Publicado em 26 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Era uma vez uma Repú­blica Feita de Bra­sas, gover­nada por um Sapo Cururu muito gordo o qual, diziam as más lín­guas, gos­tava de beber água da fonte Que Pas­sa­ri­nho Não Bebe.

Ape­sar da sapa­rada não ser pre­do­mi­nan­te­mente indí­gena, “cururu” era pala­vra ori­gi­nada da lín­gua dizi­mada dos índios Tupis, o que tor­nava a todos, por exten­são, tupi­nin­quins, cujo cole­tivo era polvo.

Antes de alcan­çar o poder, Vossa Curu­ru­leza pas­sara a vida toda gru­lhando tra­ba­lho na caverna escura e“lula: da raça mesma do polvo” platô­nica que era a Repú­blica. Dizia que havia luz lá fora e que se lhe fosse con­ce­dido o trono ao qual tinha direito por nas­cença — ele assim pen­sava, con­ven­cendo a todos do mesmo, por­que era uma lula, da raça mesma do polvo, porém não tão burra —, have­ria de mos­trar a todos, indis­tin­ta­mente, o quão feliz e bela seria a vida sob a Nova Luz da República.

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Você é real­mente alfabetizado?

Publicado em 25 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

O pior anal­fa­beto é o anal­fa­beto político.

Ele não ouve, não fala, nem par­ti­cipa dos acon­te­ci­men­tos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do fei­jão, do peixe, da fari­nha, do alu­guel, do sapato e do remé­dio depen­dem das deci­sões políticas.

O anal­fa­beto polí­tico é tão burro que se orgu­lha e estufa o peito dizendo que odeia a polí­tica. Não sabe o imbe­cil que da sua igno­rân­cia polí­tica nasce a pros­ti­tuta, o menor aban­do­nado, e o pior de todos os ban­di­dos que é o polí­tico viga­rista, pilan­tra, o cor­rupto e lacaio dos explo­ra­do­res do povo.

Ber­tolt Brecht

O que acon­tece com o mundo?

Publicado em 25 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

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No rosto não!
Ah, no rosto não!

Que mão se ergue em defesa
da sagrada parte do ser?
Vai rea­gir, tem cora­gem
de ata­car o pátrio poder?

Nunca se viu coisa igual
no mundo, na Rua Municipal.

— Par­ri­cida! Par­ri­cida!
alguém exclama entre os dois.
Abaixa-se a mão erguida
e fica o nome no ar.

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Até mesmo o boi...

Publicado em 22 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

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As três regras de ouro para atin­gir o sucesso, influ­en­ciar pes­soas, fazer ami­gos, ficar podre de rico e muito mais

Publicado em 13 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

Se algum dia eu come­tesse o sacri­lé­gio lite­rá­rio de escre­ver um livro de auto-ajuda, cer­ta­mente esse seria o nome: Cas­cata de Min­gau de Pão (da vida), As Três Regras Para Atin­gir o Sucesso, o qual con­sis­ti­ria, basi­ca­mente, no des­crito a seguir:

1ª. Regra do Pão Que Cresce

Essa regra mos­tra que é impos­sí­vel ven­cer na vida sem saber fazer pão. Como se sabe, não basta mis­tu­rar os ingre­di­en­tes“O impor­tante é sovar” e sovar, sovar, sovar a massa até não agüen­tar mais, para então sovar mais um pouco: depois do pro­cesso árduo da cons­tru­ção pani­fí­cia é neces­sá­rio espe­rar que a massa cresça para depois, e só depois, colo­car o pão para assar.

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Bzzzzt!

Publicado em 07 de julho de 2006 por Olegario Schmitt

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