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Arquivos para o mês de junho

junho de 2005

No llo­res por mí, Argentina!

Publicado em 30 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Capa do jor­nal argen­tino Olé, 30/06/2005

Copa das Con­fe­de­ra­ções
Bra­sil 4 x 1 Argentina

Copa Liber­ta­do­res da Amé­rica
São Paulo 3 x 2 River Plate

Ven­ganza, revan­cha y sen­ti­mi­en­tos así no son nada loa­bles, pero con­ven­ga­mos: es una deli­cia ver una nación arro­gante lle­var una balo­nada en la cara dos veces el mismo día.

Enton­ces, en home­naje a los her­ma­nos argen­ti­nos y para su con­su­elo, un pedazo de la letra del tango No Llo­res Por Mí Argen­tina:

Estás enferma de frus­tra­ción
y en tu locura no hay acu­erdo.
Una hiena al reir
pero al almu­erzo con los cerdos.

Si las estrel­las de caba­ret
se rien de tus movi­mi­en­tos
no es pre­ciso men­tir
lo negro que hay en tus pensamientos

No llo­res por las heri­das
que no paran de san­grar.
No llo­res por mí, Argen­tina
te qui­ero cada día más.

É melhor que um san­duí­che de falácias!

Publicado em 28 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Calei­dos­có­pio

Para­doxo é algo que só é ver­dade se for falso e, quando é falso, obvi­a­mente, passa a ser ver­dade nova­mente. Por­tanto, o para­doxo é o outro pólo da ver­dade que não é, mais ou menos como disse Quintana:

Se te con­tra­dis­seste e acusam-te... sorri.
Pois nada houve, em rea­li­dade.
Teu pen­sa­mento é que che­gou, por si,
Ao outro pólo da Verdade...

Eu minto: Para­doxo do Mentiroso

Segundo esse para­doxo, atri­buído a Eubú­li­des de Mileto (séc. IV a.C.), quando digo “eu minto” e o que digo é ver­dade, a afir­ma­ção é falsa (por­que se eu minto não posso estar dizendo a ver­dade); e se o que digo é falso, a afir­ma­ção é ver­da­deira (é ver­dade que eu minto) e, por isso, nova­mente falsa. Por­tanto quando alguém diz “eu minto”, isso é um para­doxo, pois é ver­dade e men­tira ao mesmo tempo.

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Onde dói a dor do vegetal?

Publicado em 22 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

A dor não era
na planta
dos pés
ou na batata
da perna
era mais em cima
na raíz
do dente
entre a maçã
da face
e o coco
da cabeça.

Desire is ful­fil­led in the delight of loving”

Publicado em 18 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Light­pain­ting

It’s not that I’m afraid of being hurt again:
Nothing again can either hurt or heal.
I have thought at moments that the ecs­tasy is real
Although those who expe­ri­ence it may have no rea­lity.
For what hap­pe­ned is remem­be­red like a dream
In which one is exal­ted by inten­sity of loving
In the spi­rit, a vibra­tion of delight
Without desire, for desire is ful­fil­led
In the delight of loving. A state one does not know
When awake. But what, or whom I love,
Or what in me was loving, I do not know.
And if all that is mea­nin­gless, I want to be cured
Of a cra­ving for something I can­not find
And of the shame of never fin­ding it.


T. S. Eliot

In: The Cock­tail Party (1950)

Tal­vez nenhum de nós tenha escrito esse destino...

Publicado em 12 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

J’ai des émo­ti­ons gardées...

Publicado em 01 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Flo­res

J’ai des émo­ti­ons
gar­dées dans moi
en état latent.

Comme des cham­pig­nons
qui explo­sent au soleil,
comme pis­sen­lits
en se défon­dant
aux affec­ti­ons du vent

mes émo­ti­ons
atten­dent le moment.

Poema ori­gi­nal: Emo­ções
In: No Pé da Letra, Ed. Blo­cos, 1999
Ver­são para o fran­cês: Ole­ga­rio Schmitt

Une rose... c’est quoi?

Publicado em 01 de junho de 2005 por Olegario Schmitt

Série Flo­res

Rose:
quel­ques péta­les,
cou­leurs, par­fums,
sim­ple éxistence.

Rose:
légume de la classe
des dicoty­lé­do­nes,
de la famille des rosacées.

Rose:
ta pen­sée, ta con­clu­sion
sur les cho­ses les plus courants.

Rose:
la lumi­no­sité pré­sente
dans les yeux des pau­vres enfants,
qui sou­ri­ent avec les lèvres,
mais pas avec les yeux.

Rose:
à cet ins­tant résu­mée
à n’importe quoi dès qui fasse silence,
parce que ne la com­pren­nent
tous qui à elle sont étran­gers,
même que de jolie elle en est.

Rose:
sem­bla­ble aux velours
mélan­gée avec affec­tion,
mais pas bien ça.

Rose:
rose.

Poema ori­gi­nal: Rosa
In
: No Pé da Letra, Ed. Blo­cos, 1999
Ver­são para o fran­cês: Ole­ga­rio Schmitt

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