
Pandora — J. W. Waterhouse (1896)
maio de 2005
A curiosidade matou o gato
I love him and where he goes I’ll follow him
I love him, I love him, I love him
And where he goes I’ll follow, I’ll follow, I’ll follow
Amor é carga... que não pesa!
Letra e música: Bruno Kavanagh / Áudio: Bobby Williams / Animação: Chris Day
Primeiro aniversário

Há um ano atrás nascia o Sinal dos Tempos BLOG. Hoje, portanto, estão todos convidados a comer Questionamentos Recheados com Nozes, Brigadeiros Filosóficos, Denúncias Humanitárias com Cobertura de Chocolate e Cereja em Cima e Poesias Existenciais com Cobertura de Fotografia e Confeito, tudo isso regado com muita Indignação Espumante e Esperança-Cola, porque senão não desce.
Obrigado de todo coração aos leitores desse espaço por seus comentários, críticas e sugestões, especialmente, a quem compartilho a vida, cujas críticas — muitas vezes contundentes — fazem-me evoluir como artista e ser humano.
Também agradeço carinhosamente à “fã de carteirinha” Melanie que sempre dá uma força e, em alguns momentos, serve de inspiração, e mando um abraço a SueAnn, cujas limitações idiomáticas não impedem a leitura.
Obrigado também àqueles que não me conhecem, tampouco ao meu trabalho, e chegam aqui atráves de indicações dos amigos ou de pesquisas no Google. Fico feliz de poder produzir alguma coisa que seja do seu interesse.
Sem o incentivo de todos vocês — principalmente sem o incentivo de D’us que me deu a inspiração, o talento e esse olhar especial sobre a vida — é provável que não houvesse força para perseverar.
No mais, chega de discurso porque hoje é dia de festa: vamos cortar o bolo!
Prenda Minha Telmo de Lima Freitas Hoje é treze sexta-feira, prenda minha, é dia de louvação Me fugiram os amigos mais antigos, [...]

Telmo de Lima Freitas
Hoje é treze sexta-feira, prenda minha, é dia de louvação
Me fugiram os amigos mais antigos, me deste consolação
Já passaram muitas luas, prenda minha, muitas luas já passei
Fiz promessas pro Negrinho*, coitadinho, por isso que te encontrei
Acho cedo, muito cedo, prenda minha, pra dizer que escureceu
Foi a noite dos teus olhos, prenda minha, que acordou os olhos meus
Foi teu riso disfarçado, prenda minha, que laçou meu bem-querer
Se eu fugir do sul do mundo, num segundo voltarei prá te rever
Abre o poncho desta alma, prenda minha, que eu preciso me abrigar
Se o inverno for intenso como penso, muito frio eu vou passar
Sorria, meu bem, sorria...
fiz cócegas
num anjinho...
com seus dentes
de teclado ele só riu
notas musicais.
A vida ensinou-lhe a ser dura e deu-lhe uma casca

Para Nalú Nogueira
A vida deixou-a cansada.
Arriscou esperança. Não deu.
Tentou ilusão. Falhou.
Tentou golpes altos. Colheu desencanto.
A vida ensinou-a a ser dura
e deu-lhe uma casca.
Era o que se via através da face inexpressiva
e dos olhos parados olhando para o nada.
Mas por dentro era um vulcão,
por dentro rio caudaloso pedindo vazão.
E o pensamento voava através dessa casca,
não se sabia ao certo pra onde.
Tentou desespero, derrotando a felicidade.
Permitiu a vasta tristeza.
Colheu o que plantou.
Ela, que tanto gritou, que tanto lutou,
diante da derrota temporária decidiu ceder.
Os olhos penderam, o riso calou, o peito doeu, perdeu-se.
Parou.
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