Arquivo - março

Arquivos para o mês de março

março de 2005

Pequeno per­fil

Publicado em 30 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Auto-Retrato — van Gogh
(1853 — 1890)

Rebelde, incli­nado à soli­dão, até mesmo inso­ciá­vel, van Gogh é um desa­jus­tado no seu lar, em sua terra e em sua sociedade.

Desde jovem, tem difi­cul­dade em se ade­quar aos padrões e passa por diver­sos tra­ba­lhos, até que des­co­bre sua ver­da­deira apti­dão, a pin­tura. É aju­dado por seu irmão mais novo The­o­dore, a quem chama cari­nho­sa­mente de Theo. Foi seu amparo afe­tivo, emo­ci­o­nal e econômico.

Em 1876, vive suas pri­mei­ras cri­ses ner­vo­sas e tem na reli­gião um refú­gio. Resolve ser pas­tor. Mas nem assim ele se aqui­eta. Pre­gava pouco e se pre­o­cu­pava demais com os doen­tes e crianças.

Quando resolve pin­tar, Theo o ajuda, pois neste período é um dos diri­gen­tes da Gale­ria Gou­pil. Theo está em Paris, o cen­tro artís­tico. Com o dinheiro que ele manda, van Gogh estuda ana­to­mia e pers­pec­tiva. Resolve pin­tar a sua terra e os homens sim­ples. Não deseja fazer uma pin­tura clás­sica, pin­tar “gente que não tra­ba­lha”. E diz:

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Ale­luia!

Publicado em 27 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Res­su­rei­ção — Carl Bloch

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Step-by-step guide

Publicado em 19 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Homem Andando — Ernesto di Fiori (1937)

first you
put her in a deep illu­sion
with fake pro­mi­ses,
             but should
take a lit­tle care too,
otherwise she will
sus­pect of you.

build a net of lies,
take her to that point
where she lies
bene­ath your feet
             and then
go further a lit­tle bit.

say you love her
             — even if you don’t —
act like a dog
jog­ging your­self out like
a prince-frog.

so if she
asks you for the truth,
don’t be shy
             and lie again
— once more wouldn’t take to
that hell of con­ci­ense, would it?

finally, act like a pig
             and dig
your own grave
             then
jig inside
and stay there alone
             and alive.

now that it’s all done
and you’ve lear­ned how
to be a per­fect coward,
             just rest in peace
in your life’s backyard.

O que se esconde na psi­co­lo­gia dos nos­sos tão ama­dos super-heróis

Publicado em 18 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Sig­mund Hulk (Arte Digi­tal) — OleSchmitt

Todo mundo tem um super-herói pre­fe­rido. Adul­tos e cri­an­ças, em esca­las vari­a­das, identificam-se com as figu­ras míti­cas, for­tes e inven­cí­veis dos heróis ficcionais.

Em segundo plano, porém, sem­pre reco­ber­tas por mis­te­ri­osa névoa, ficam suas carac­te­rís­ti­cas psi­co­ló­gi­cas. Ana­li­sando os super-heróis em con­junto, na imensa mai­o­ria são órfãos que tiram sua força de algum trauma que tenha ocor­rido em suas vidas, prin­ci­pal­mente na infância.

Por mais “nor­mal” que um super-herói possa pare­cer à pri­meira vista, o fato em si da dupla per­so­na­li­dade (Clark Kent — Super-Homem, Bruce Ban­ner — Hulk, Peter Par­ker — Homem-Aranha, ...) já carac­te­riza uma per­so­na­li­dade psi­có­tica. Con­ti­nuar lendo »

Exem­plo de humanidade

Publicado em 17 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Cristo sendo reti­rado da Cruz

Jesus, con­forme pro­fe­ti­zado por Isaías (Is 53:9) deve­ria ser sepul­tado “como rico ... na sua morte”. Mas quem colo­ca­ria o seu corpo em “um sepul­cro novo, no qual nin­guém tinha sido ainda posto” (Jo 19:41), uma vez que a mai­o­ria dos após­to­los estava escon­dida com medo dos fari­seus (Jo 20:19) e as mulhe­res que O seguiam fiel­mente não tinham recur­sos para fazê-lo?

Por ser o res­pon­sá­vel, jun­ta­mente com Nico­de­mos, pela reti­rada do Corpo de Cristo da cruz e por seu sepul­ta­mento, José de Ari­ma­téia é con­si­de­rado por mui­tos o mais cris­tão dos judeus.

Esse artigo, no dia em que a Igreja Romana cele­bra sua exis­tên­cia (a Igreja Grega o faz em 31 de julho) não passa de pre­texto para relem­brar a linda his­tó­ria da sua vida e seu ato de extremo AMOR, que ori­gi­na­ram mais tarde a lenda (?) do Santo Graal.

Há dife­rença entre melhor amigo e melhor ini­migo do homem

Publicado em 14 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Cécil Braga e Cha­ves publi­cou em seu Blog, Meu Olhar..., artigo sobre os ani­mais das raças Pit-Bull e Rottweil­ler, inti­tu­lado Justa Defesa, onde diz: “Fazendo-se jus­tiça, porém, há que se con­si­de­rar o his­tó­rico de vida des­ses pobres ani­mais, de acordo com o informe poli­cial dia­ri­a­mente sujei­tos a maus tra­tos e inin­ter­rupta sel­va­ge­ria. Se entre huma­nos raci­o­nais permite-se a ação em legí­tima defesa, por que estra­nhar ani­mais agindo con­forme seu mais puro e natu­ral ins­tinto de con­ser­va­ção da pró­pria vida?”.

Muito sen­sato o seu ponto de vista ao defen­der esses ani­mais que ape­nas tornam-se agres­si­vos depen­dendo da criação/educação que rece­be­ram, mas acre­dito que depois de tan­tas cri­an­ças e adul­tos mor­tos de forma sel­va­gem por esse tipo de cães, é neces­sá­rio rever alguns conceitos.

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Poeta maior brasileiro

Publicado em 14 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Cas­tro Alves (14/03/1847 — 06/07/1871)

Cas­tro Alves (Antô­nio Fre­de­rico de Cas­tro Alves), poeta, nas­ceu em Muri­tiba, BA, em 14 de março de 1847, e fale­ceu em Sal­va­dor, BA, em 6 de julho de 1871. É o patrono da Cadeira n. 7 da Aca­de­mia Bra­si­leira de Letras, por esco­lha do fun­da­dor Valen­tim Magalhães.

(...)

Duas ver­ten­tes se dis­tin­guem na poe­sia de Cas­tro Alves: a fei­ção lírico-amorosa, mes­clada da sen­su­a­li­dade de um autên­tico filho dos tró­pi­cos, e a fei­ção social e huma­ni­tá­ria, em que alcança momen­tos de ful­gu­rante eloqüên­cia épica. “ful­gu­rante eloqüên­cia épica“Como poeta lírico, caracteriza-se pelo vigor da pai­xão, a inten­si­dade com que exprime o amor, como desejo, frê­mito, encan­ta­mento da alma e do corpo, supe­rando com­ple­ta­mente o nega­ceio de Casi­miro de Abreu, a esqui­vança de Álva­res de Aze­vedo, o deses­pero acu­ado de Jun­queira Freire. A grande e fecun­dante pai­xão por Eugê­nia Câmara percorreu-o como cor­rente elé­trica, reorganizando-lhe a per­so­na­li­dade, ins­pi­rando alguns dos seus mais belos poe­mas de espe­rança, eufo­ria, deses­pero, sau­dade. Outros amo­res e encan­ta­men­tos cons­ti­tuem o ponto de par­tida igual­mente con­creto de outros poemas.

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Fazer poe­sia é pegar as pala­vras pelo rabo

Publicado em 14 de março de 2005 por Olegario Schmitt

Série Bor­bo­le­tas

Fazer Poe­sia (I)

Fazer poe­sia é pegar coi­sas
abs­tra­tas como o vento
e adorná-las de mis­té­rios
até que se trans­for­mem
em obje­tos con­tun­den­tes
como bor­bo­le­tas azuis.

In: O Amor & Outras Coi­sas Que Coçam, 2003

Fazer Poe­sia (II)

Fazer poe­sia é pegar
as pala­vras pelo rabo
e ensiná-las a voar.

In: O Amor & Outras Coi­sas Que Coçam, 2003

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