Arquivo - fevereiro

Arquivos para o mês de fevereiro

fevereiro de 2005

Um chi­mar­rão para Andy

Publicado em 17 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Campbell’s Soup Can — Andy Warhol

Chi­mar­rão Gaú­cho — Série Para Andy

Cores, sons e cheiros

Publicado em 17 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Rua São Vicente de Paulo,
Santa Cecí­lia, São Paulo.

Entre três san­tos, vivo seguro.

Tran­sito entre árvo­res,
flo­res e cal­ma­ria
— quem diria?!

Minha Rua de tan­tas cores, pausa
para a sel­va­ge­ria urbana.

Em noi­tes de neblina,
ala­meda londrina.

Em dias de sol, nenhuma buzina:
antagô­ni­cos can­ta­res de sabiá
trans­fi­gu­ram har­mo­ni­o­sa­mente
o quase abso­luto silêncio.

Sina­goga e colé­gio cató­lico
lado a lado respeitam-se.

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Cari­nho­sa­mente para Andy Warhol

Publicado em 16 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Fuc­klyn - Série Para Andy

Two Fuc­klyns - Série Para Andy

Three Fuc­klyns — Série Para Andy

Four Fuc­klyns - Série Para Andy

O espe­lho do espe­lho do espe­lho do espelho

Publicado em 09 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Grupo da Estação

Sem­pre que vou a Santa Maria/RS não deixo de visi­tar o ate­lier do Grupo da Esta­ção. For­mado por (da esquerda para a direita) Roosi Zanon, Luci­ana Medei­ros, Camen Ligia Sch­mitz, Cris­tina Rios Leme e Graça Gar­cia, o ate­lier das gurias está ins­ta­lado na gare da antiga Esta­ção Fér­rea da cidade.

Ape­sar do des­caso do poder público que não con­tri­bui com a recu­pe­ra­ção e manu­ten­ção do pré­dio — até aqui nenhuma novi­dade —, esse grupo de artis­tas luta cora­jo­sa­mente para pre­ser­var, com muita arte, parte da memó­ria de Santa Maria, ao mesmo tempo em que cria, com suas obras, novas memó­rias a serem perpetuadas.

Da última vez que lá estive, entre muita arte, taças de vinho e con­versa boas, dei­xei duas inter­ven­ções nas pare­des do ate­lier, ten­ta­tiva de retri­bui­ção aos óti­mos momen­tos pas­sa­dos em sua companhia.

Decla­ra­ção de Amor

Poe­mosca em teia de aranha

O segredo da mon­ta­nha carrancuda

Publicado em 09 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Penedo/RJ

Em recente visita ao pacato povo­ado de Penedo, fun­dado em 1929 por imi­gran­tes fin­lan­de­ses che­fi­a­dos por Toivo Uus­ka­lio, fiquei impres­si­o­nado com o mau humor cons­tante da imensa mon­ta­nha que se estende ao fundo de suas casas em estilo fin­lan­dês e ria­chos que entre­cor­tam a região.

Mon­ta­nha car­ran­cuda de Penedo

Prin­cí­pio da Serra da Man­ti­queira, durante os dias em que lá estive a “Mon­ta­nha Mal-Humorada”, como a ape­li­dei, freqüen­te­mente se ocul­tava em pesa­das nuvens e muita neblina.

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É bom ter um amigo.

Publicado em 08 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Boca do Monte — Santa Maria/RS

You’ve Got a Fri­end
James Tay­lor

When you’re down and trou­bled
And you need a hel­ping hand
And nothing, whoa nothing is going right,
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brigh­ten up even your dar­kest nights.

You just call out my name
And you know whe­re­ver I am
I’ll come run­ning, oh yeah baby,
To see you again.
Win­ter, spring, sum­mer or fall,
All you have to do is call
And I’ll be there, yeah, yeah, yeah.
You’ve got a friend.

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Conto infan­til

Publicado em 03 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

O circo ensina as pes­soas a rir

da inge­nui­dade per­dida dos animais.

Nesse caso, a “huma­ni­za­ção” dos bichos

reflete cla­ra­mente a falta de huma­ni­dade das pessoas

pro­je­tada em um macaco de vestido,

camu­flada sob os risos.

 

Ole­ga­rio Sch­mitt. Os Ani­mais no Circo
In: No Pé da Letra, Ed. Blo­cos, 1999

Olá, cri­an­çada! O meu nome é Macaco Tião e eu tra­ba­lho no circo. Eu gosto muito quando as cri­an­ças riem das minhas tra­ves­su­ras, por­que eu adoro cri­an­ças. Eu mesmo ainda sou um macaco-criança e não tenho nem dois anos. Agora eu que­ria que vocês pres­tas­sem bas­tante aten­ção, por­que eu vou con­tar a his­tó­ria de como vim parar nesse circo.

Antes de tra­ba­lhar aqui eu vivia na flo­resta com o papai, a mamãe, o meu mani­nho Pim­po­lho e o resto da maca­cada. Lá em casa era sem­pre uma grande festa com a bicha­rada toda se diver­tindo muito, pulando de galho em“o Pim­po­lho sem­pre foi muito pio­lhento” galho e fazendo o maior alvo­roço. O que eu mais gos­tava de fazer era catar pio­lhos no meu mano, que o Pim­po­lho sem­pre foi muito pio­lhento. Ele dei­tava de bar­riga pra cima num galho e dei­xava eu ficar catando os bichi­nhos na sua pela­gem macia. A mamãe sem­pre estava por perto, por­que éra­mos muito peque­ni­nos ainda para poder­mos ficar sozi­nhos. O papai, do topo das árvo­res com aquela sua cara seriís­sima, cui­dava de todos nós.

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Um dia meu conto haverá de se tor­nar mera ficção

Publicado em 03 de fevereiro de 2005 por Olegario Schmitt

Vitó­ria!

Após mais de cinco anos de briga, o des­tino da chim­panzé Dolo­res, de 8 anos, foi deci­dido. No dia 19 de janeiro, a jus­tiça con­ce­deu ganho de causa à ONG Ali­ança Inter­na­ci­o­nal do Ani­mal (Aila), que entre­gou Dolo­res à orga­ni­za­ção inter­na­ci­o­nal The Great Ape Pro­ject (GAP — Pro­jeto de Pro­te­ção dos Gran­des Primatas).

A briga pela guarda de Dolo­res se estende desde 1999. A chim­panzé per­ten­cia ori­gi­nal­mente ao Circo Di Napoli, onde sofria maus-tratos e vivia sob con­di­ções ina­de­qua­das, segundo a Aila.

O circo foi autu­ado pelo IBAMA e obri­gado a entre­gar seus ani­mais para ins­ti­tui­ções e zoo­ló­gi­cos. Dolo­res foi reco­lhida pelo Beto Car­rero World, onde pas­sou por uma recu­pe­ra­ção. Com a deci­são da jus­tiça, o ani­mal foi levado do par­que, que fica em Penha, Santa Cata­rina, para o San­tuá­rio dos Chim­pan­zés, em Soro­caba, São Paulo.

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