Arquivo - agosto

Arquivos para o mês de agosto

agosto de 2004

Pequena his­tó­ria da foto­gra­fia, na oca­sião dos seus 165 anos.

Publicado em 19 de agosto de 2004 por Olegario Schmitt

Foto­gra­fia: do grego pho­tós (luz) + graphía (escrita) = escrita da luz.

A foto­gra­fia tem sua ori­gem a par­tir da sín­tese de diver­sas obser­va­ções e inven­tos ao longo dos sécu­los. Alguns his­to­ri­a­do­res dizem que o con­ceito da Câmara Escura teve sua ori­gem com o chi­nês Mo Tzu, no século V a.C., outros que sur­giu com Aris­tó­te­les (384–322 a.C).

Diz-se que Aris­tó­te­les, enquanto obser­vava um eclipse solar sen­tado embaixo de uma árvore, viu que os seus raios, pas­sando por um pequeno ori­fí­cio entre as folhas, pro­je­ta­vam a ima­gem do eclipse no chão. Per­ce­beu tam­bém que quanto menor o ori­fí­cio, mais nítida era a imagem.

A pri­meira: Joseph Nicéphore Niépce, 1826

Durante os sécu­los obs­cu­ros da cul­tura euro­péia, com os conhe­ci­men­tos gre­gos res­guar­da­dos no ori­ente, Ibn al Hai­tam (965‑1038), o Alha­zem, um eru­dito árabe, obser­vou um eclipse na Câmara Escura, na Corte de Cons­tan­ti­no­pla, no iní­cio do século VI.

Nos sécu­los seguin­tes, a Câmara Escura tornou-se comum entre os sábios euro­peus. Uti­li­zada sem­pre para a obser­va­ção de eclip­ses sola­res foi somente mais tarde, no século XIV, reco­men­dada como auxi­liar ao dese­nho e à pintura.

Con­ti­nuar lendo »

Pre­mi­a­ções no Con­curso Fotográfico.

Publicado em 18 de agosto de 2004 por Olegario Schmitt

Agosto tra­zendo óti­mas sur­pe­sas: duas fotos sele­ci­o­na­das no Con­curso Foto­grá­fico Cidade de Santa Maria, ter­ceiro lugar e men­ção hon­rosa na cate­go­ria preto-e-branco. Esse con­curso, naci­o­nal, é para­lelo ao Con­curso Lite­rá­rio Felippe D´Oliveira.

Tri­lhos — 3º Lugar

Luz no Fim do Túnel — Men­ção Honrosa

Sem ter a inten­ção de van­gló­ria, por­que toda gló­ria é vã, quis ape­nas com­par­ti­lhar essa con­quista e, para mos­trar que na vida nem tudo é vitó­ria, estão publi­ca­das no site www.oleschmitt.com.br novas Pic­to­gra­fias e, na seção Prosa, a crô­nica Esti­ca­das, com as quais não ganhei abso­lu­ta­mente nada.

Em agosto de 2004, o som dos 3 Xirús se fez ouvir na Park Ave­nue, New York.

Publicado em 16 de agosto de 2004 por Olegario Schmitt

Série Liserg Lili­put Lexico

Gota de orva­lho
na corola dum lírio:
jóia do tempo.

Érico Verís­simo

Mela­nie,

à melhor moda das ban­di­nhas ale­mãs do Rio Grande do Sul, essa música gaú­cha era a que mais se apro­xi­mava do que temos a dizer.

Que D’us ilu­mine teus cami­nhos, teus pen­sa­men­tos e teu cora­ção, que a vida seja sem­pre um ter­reno fér­til para as melho­res semen­tes e a feli­ci­dade, uma colheita farta.

Um beijo no teu coração,

CBC & Ole

Não há como retri­buir à altura, mas bem que se tenta.

Publicado em 05 de agosto de 2004 por Olegario Schmitt

Série Flo­res

O ani­ver­sá­rio é seu,
mas quem tem a sen­sa­ção
de ter sido pre­sen­te­ado sou eu.
Todos os dias.
Com seu cará­ter, seu cari­nho,
seu zelo e dedi­ca­ção,
com seu AMOR IMEN­SU­RÁ­VEL,
sua con­versa, sua inte­li­gên­cia,
sua cul­tura e até mesmo
com a xícara de café
que você esque­ceu
den­tro do roupeiro.

Te amo.

Pela oca­sião do fale­ci­mento desse fotó­grafo francês.

Publicado em 04 de agosto de 2004 por Olegario Schmitt

Henri Cartier-Bresson — Cas­tilla, Espa­nha (1953)

Fale­ceu na última segunda-feira, aos 96 anos, o fotó­grafo Henri Cartier-Bresson.

Sendo, na minha opi­nião, o maior fotó­grafo de todos os tem­pos, não pode­ria dei­xar de regis­trar aqui meu pesar sobre essa perda imensurável.

Acima, a sua foto que mais gosto, a que mais me faz via­jar, embora não seja a que con­si­dero neces­sa­ri­a­mente a melhor: impos­sí­vel com­pa­rar suas ima­gens e deci­dir pois, como bem disse Quin­tana, “tudo são for­mas e não degraus do ser”.

Tempo é arte, por isso mui­tos poe­tas já can­ta­ram sobre a melhor maneira de apro­vei­tar o dia.

Publicado em 02 de agosto de 2004 por Olegario Schmitt

T(E)=Arte

Carpe diem é expres­são de ori­gem latina sig­ni­fi­cando “apro­veite o dia”.

Desde Horá­cio, o tema tem sido recor­rente ao longo dos sécu­los. Apa­re­ceu no renas­cen­tismo fran­cês, no bar­roco inglês e no arca­dismo bra­si­leiro, citando alguns exemplos.

Carpe diem tam­bém está pre­sente na cul­tura ori­en­tal e, por incrí­vel que pareça, até na poe­sia asteca, pré-colombiana¹. Embora os aste­cas não tives­sem conhe­ci­mento de Horá­cio e muito menos de carpe diem ou de tem­pus fugit, já sabiam que tempo é arte (Zeit ist Kunst), conhe­cendo pro­fun­da­mente a fór­mula da Lei do Tempo (T(E)=Arte)², mas como esse Blog não é eso­té­rico, tam­pouco trata de física, não entrará em deta­lhes sobre a matéria.

Con­ti­nuar lendo »

Designed by