dezembro de 2004

Todo ano um novo ano

Publicado em 13 de dezembro de 2004 por Olegario Schmitt

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Com quan­tos paus se faz uma canoa?

Publicado em 07 de dezembro de 2004 por Olegario Schmitt

Naci­o­na­lismo

bra­sil sem pau-brasil sem pau-brasil sem pau–
cem
índios                                                        bra­zil
sem
bra­sil sem pau-brasil sem pau-brasil sem pau–

In: O Amor & Outras Coi­sas Que Coçam, 2003

Por­que um pouco de amor não faz mal a ninguém...

Publicado em 28 de novembro de 2004 por Olegario Schmitt

Ultra­vi­o­le­tas

Então é assim o amor...
pen­sou com o nariz enfi­ado
no pes­coço do seu sonho.

Depois cho­rou um pou­qui­nho,
não que esti­vesse tristonho.

Cho­rou bem de man­si­nho
e inun­dou o peito do sonho
com as lágri­mas do seu amor.

Olharam-se no fundo dos olhos,
nin­guém sentiu-se sozinho...

Olharam-se no fundo dos olhos
e era tanto o seu cari­nho
que foram logo para o ninho
pra­ti­car o sen­ti­mento
das almas êxtase-em-flor.

Ole­ga­rio Schmitt

Por­que um pouco de amor não faz mal a ninguém...

Publicado em 24 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Soneto do Amor Total

Viní­cius de Moraes


Amo-te tanto, meu amor... não cante,
O humano cora­ção com mais ver­dade...
Amo-te como amigo e como amante,
Numa sem­pre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor pres­tante,
E te amo além, pre­sente na sau­dade.
Amo-te, enfim, com grande liber­dade,
Den­tro da eter­ni­dade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, sim­ples­mente,
De um amor sem mis­té­rio e sem vir­tude,
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente,
Hei de mor­rer de amar mais do que pude.

Roteiro para esquete teatral

Publicado em 10 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Esse roteiro é base­ado em fatos reais. Por esse motivo, os “per­so­na­gens” da his­tó­ria são tra­ta­dos por nomes gené­ri­cos como Pro­fes­sor e Aluno, preservando-se suas identidades.

Pro­fes­sor: Sou um ser humano excep­ci­o­nal e ótimo pro­fes­sor. Adoro ser cor­ri­gido, pois penso não ser o deten­tor de todo Conhecimento.

Aluno (em pen­sa­mento): Que legal, um Homem de ver­dade. Tão raro hoje em dia...

Pro­fes­sor (escre­vendo no qua­dro): A maçã é azul.

Aluno: Pro­fes­sor, eu já pes­qui­sei o assunto e a maçã é vermelha.

O Pro­fes­sor per­ma­nece em silêncio.

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É aquela velha his­tó­ria: de onde vim, para onde vou...

Publicado em 10 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Agora fiquei intri­gado: se sei coi­sas que não aprendi nessa vida, que mais eu sabe­ria sem saber que sei?

Retorno às dúvi­das exis­ten­ci­ais da adolescência?

Dúvida Exis­ten­cial

(1990)

Quem sou

E o que sou?

Que importa,

Posto que sou

O que não sei que sou?!

E se eu for

Algo que não qui­ser ser...

Pra que saber?

In: O Amor & Outras Coi­sas Que Coçam, 2003

Nin­guém nasce sabendo?

Publicado em 09 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Mão (Autor­re­trato)
Fundo: A Cor do Som de Uma Onda
Acrí­lica s/ vidro — Ole­ga­rio Sch­mitt (2003)

Inte­res­sante como as pes­soas podem tra­zer em si o conhe­ci­mento inato de algu­mas coi­sas. Fiquei medi­tando sobre isso hoje, depois de ter lido um tre­cho do Livro III de “O Mundo Como Von­tade e Como Repre­sen­ta­ção”, de Arthur Scho­pe­nhauer, onde ele dis­corre sobre a coisa em si de Kant e a idéia de Pla­tão. Como posso ter resu­mido as idéias bási­cas do texto de Scho­pe­nhauer — o qual eu ainda não havia lido — sobre Kant e Pla­tão, auto­res que ainda não li?

Há duas linhas de pen­sa­mento pos­sí­veis a par­tir daí: pela pri­meira, espi­ri­tu­a­lista, eu já con­te­ria esse conhe­ci­mento desde antes de nas­cer; pela segunda, mais cética, cer­tas coi­sas são evi­den­tes e pode­riam ser per­ce­bi­das por qual­quer pes­soa com sen­si­bi­li­dade mais ela­bo­rada. Como sou espi­ri­tu­a­lista e, prin­ci­pal­mente, não me con­si­dero capaz de pen­sar por mim mesmo à altura de Kant, Pla­tão, Jas­pers ou meu amado Scho­pe­nhauer, fico com a pri­meira opção.

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Ora­ção de São Fran­cisco de Assis

Publicado em 08 de outubro de 2004 por Olegario Schmitt

Plank! Que­brei a linha. Ainda bem que eu já disse, no dia 22/06/2004, que esse Blog não tem linha nenhuma e, no dia 06/09/2004, que todo dia é um dia especial.

O 04/10 — Dia de São Fran­cisco de Assis — pas­sou em bran­cas nuvens por aqui. Nada melhor que orar — e relem­brar São Fran­cisco — ate­nu­ando um pouco os sin­to­mas e res­pec­ti­vos efei­tos dos sinais dos tempos.

Senhor,
Fazei de mim um ins­tru­mento de vossa paz!
Onde hou­ver ódio, que eu leve o amor;
Onde hou­ver ofensa, que eu leve o per­dão;
Onde hou­ver dis­cór­dia, que eu leve a união;
Onde hou­ver dúvida, que eu leve a fé;
Onde hou­ver erro, que eu leve a ver­dade;
Onde hou­ver deses­pero, que eu leve a espe­rança;
Onde hou­ver tris­teza, que eu leve a ale­gria;
Onde hou­ver tre­vas, que eu leve a luz !
Ó, Mes­tre, fazei que eu pro­cure mais
Con­so­lar, que ser con­so­lado,
Com­pre­en­der, que ser com­pre­en­dido,
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe,
Per­do­ando, que se é per­do­ado
E é mor­rendo, que se vive para a vida eterna!

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